domingo, 27 de setembro de 2015

Gnosiologia

Se há conhecimento humano, existe a verdade, porque esta nada mais é do que a adequação da inteligência com a coisa (segundo a concepção aristotélico-tomista).

Com a existência da verdade, há conseqüentemente a existência da certeza, que é passar a inteligência à verdade conhecida.

A inteligência humana tende a fixar-se na verdade conhecida. Metodologicamente, há primeiramente o conhecimento, depois a verdade, e finalmente a certeza. Tal tomada de posição perante o primeiro problema da crítica, é chamado de dogmatismo, sendo defendida por filósofos realistas, como por exemplo, Aristóteles e Tomás de Aquino.

Se, ao contrário, se sustentar que a inteligência permanece, em tudo e sempre, sem nada afirmar e sem nada negar, i.é, sem admitir nenhuma verdade e nenhuma certeza, sendo a dúvida universal e permanente o resultado normal da inteligência humana, está se defendendo o ceticismo.

O problema crítico representa um passo além do dogmatismo e do ceticismo. Uma vez que admite-se a existência da verdade (valor do conhecimento), e da certeza, pergunta-se então onde estão as coisas: só na inteligência, como querem Platão, Kant, Hegel (idealismo), só na matéria, como ensina Marx(materialismo), no intelecto humano e na matéria, como dizem Aristóteles, Tomás de Aquino (realismo), ou só na razão, como diz Descartes (racionalismo).

Ontologia

Alguns filósofos da escola platônica alegam que todos os substantivos referem-se a entidades existentes.

Outros filósofos sustentam que nem sempre substantivos nomeiam entidades, mas que alguns fornecem uma espécie de atalho para a referência, para uma coleção de objetos, ou eventos quaisquer. Neste último ponto de vista, mente, pois em vez de se referir a uma entidade, refere-se a eventos mentais vividos por uma pessoa.

Por exemplo, "sociedade" remete para um conjunto de pessoas com algumas características comuns, e "geometria" refere-se a um tipo específico de atividade intelectual.

Entre estes pólos de realismo e nominalismo, há também uma variedade de outras posições; mas em qualquer uma, a ontologia deve dar conta de que palavras referem-se a entidades que não "são".

Filosofia e Ciência (Relações)

Ciência, uma definição simplista que serve ao propósito dos estudantes do curso de direito: a acumulação de factos da observação e a formulação de hipóteses teóricas gerais para os explicar,

Segundo uma perspectiva mais antiga, que foi perdendo popularidade ao longo dos séculos sem nunca desaparecer inteiramente, existe uma maneira de conhecer o mundo que nos seus fundamentos não precisa depender da investigação observacional ou experimental própria do método das ciências particulares. Esta perspectiva foi influenciada parcialmente pela existência da lógica e matemática puras, cujas verdades firmemente estabelecidas não parecem depender, para que estejam garantidas, de qualquer base observacional ou experimental. 

Já segundo uma perspectiva mais recente, o papel da filosofia não é o de funcionar como fundamento ou extensão das ciências, mas como sua observadora crítica.

É ao discutir as teorias mais gerais e fundamentais da física que a imprecisão da fronteira entre as ciências naturais e a filosofia se torna mais manifesta. 

Texto selecionado do site:  http://criticanarede.com/cie_cienfil.html


Com nossas palavras:

De acordo com a definição dicotômica da filosofia em Bittar, Actio / Contemplatio, a consequência principal da ação para o sujeito é a tomada de decisões,

Ou seja, quem está atuando no mundo do "agir" precisa tomar decisões a todo momento, muitas vezes estas decisões se tornam mecanizadas, automáticas

Se pensarmos que existem decisões:

Jurídicas, científicas, religiosas, morais, lógicas, políticas, éticas, retóricas, etc

Deduzimos rapidamente como a observação e o "pensar sobre" a que se propõe a filosofia não só é indispensável como fundamental para o desenvolvimento de praticamente todas as ciências,

Tomemos como exemplo as decisões científicas, é no pensar a respeito de

Procedimentos (quais ? Como ?)
Demostrações baseadas em experiências
Escolha do campo de pesquisa (utilidade e impacto)

Que percebemos claramente a importância da filosofia,

Os procedimentos são aceitáveis do ponto de vista moral ?

Como podem ser melhorados ?

Sistematizados,

Quais são então os "princípios fundamentais" que guiam a ciência ?

Quais seus limites ?

Assim, a filosofia está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento científico e permite através de questionamentos e reflexões o seu avanço.